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Gastronomia e Cultura

Archive for the category “Vinhos e Cia”

Decanter Wine Show 2013

Surpresas na taça!

No final do mês de agosto participei do Decanter Wine Show 2013 e não poderia deixar de registrar!

Este ano a degustação foi direcionada aos exemplares do “Novo Mundo”.  Estavam presentes 2 produtores da África do Sul, 8 da Argentina, 3 da Austrália, 2 do Brasil, 5 do Chile, 3 dos Estados Unidos, 2 da Nova Zelândia e 1 do Uruguai.

Além do El Principal 2008*(Cabernet Sauvignon/Carménère) que já conhecia e é muito apreciado aqui em casa, muitos vinhos chamaram atenção dos enófilos.

Sobre os produtores australianos, destaco os vinhos da vinícula Peter Lehmann, Mentor 2006 (Cabernet Sauvignon) e o Stonewell Shiraz 2006 (Shiraz). Na minha opinião, Peter Lehmann apresentou melhores exemplares que seus colegas da Fox Creek e Kilikanoon .

Para mim, quem ganhou a noite foi a adega Colomé!  Me apaixonei pelo Torrontés 2012 (torrontés). Frutado na medida certa e muito equilibrado. O sabor preenche totalmente o paladar, assim como, o olfato, pelo frescor marcante de seu aroma.  Outro exemplar da Colomé que gostei bastante foi Colomé Reserva 2008 (Malbec), mais até do que o comemorativo Colomé 180 Años 2010 (Malbec).

Além de apresentar excelentes degustações a adega Colomé brindou a todos com a simpatia e gentileza de sua gerente de marketing, Victoria Mingo, que a todo momento estava disposta a esclarecer dúvidas sobre a produção e comercialização dos produtos da família Hess (Colomé e Amalaya).

Quem quiser mais informações sobre a adega Colomé é só clicar no link abaixo.

www.bodegacolome.com

*O vinho leva o nome da vinícula chilena, El Principal. Eles produzem um vinho branco: Auqui 2012 (Sauvignon Blanc) e apenas mais dois rótulos de Cabernet Sauvignon/Carménère, presentes na exposição safras do Calicanto 2011 e Memórias 2008. www.elprincipal.cl

WineShow2013 (13)

WineShow2013 (4)

Click no link abaixo para obter a ficha técnica completa do Torrontés 2012 da Colomé

Ficha_Tec_Colome_Torrontes_Esp

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Para Refrescar!


Para amenizar o calor e deixar os dias de verão mais divertidos, o Clericot é infalível!

Clericot é uma bebida preparada tendo como base, frutas, vinho branco seco ou espumante. A partir desta combinação, existem infinitas versões. Eu prefiro utilizar espumante rose brut e um pouco de club soda.

Sei que o Clericot não é nenhuma novidade no mundo da coquetelaria, que ele lembra um pouco a sangria espanhola, mas não sabia nada sobre sua origem. Depois de uma rápida pesquisa descobri que ele pode ter sido criado tanto por franceses, quanto por ingleses, que moravam na Índia e tentavam driblar o calor. Como o vinho usado era chamado Claret, o refresco alcoólico logo foi chamado de Claret Cup e acabou virando CLERICOT.

Nos dias de hoje, o Clericot ainda é apreciado em algumas regiões da Europa, especialmente na costa de Portugal e da Espanha. Mas é na Argentina e no Uruguai que o Clericot faz mais sucesso.

CLERICOT

Ingredientes:
1 garrafa de espumante rose brut (gelado)
1 lata de club soda
2 xícaras (chá) de frutas picadas em cubinhos* – sugestão: maçã, kiwi, morango, abacaxi, cereja, pêssego.
Gelo

Modo de preparo:
Masserar um pouco as frutas com o club soda, acrescentar o gelo e por fim o espumante.
*pode fazer a combinação de frutas que preferir, desde que respeitando a quantidade de 2 xícaras.

Eu não fiz nenhuma foto da última fez que servi Clericot. Por isso, as fotos a seguir busquei na internet…

Novidade On The Rocks!


Associar Uísque a Johnnie Walker é fácil! Difícil é encontrar alguém que ainda não tenha experimentado algum rótulo da família Walker.

O último lançamento da Johnnie Walker foi há 20 anos, o Johnnie Walker Blue Label. Entretanto, em meados de julho deste ano a DIAGEO, detentora da marca, anunciou o lançamento de dois novos rótulos.

São eles o Johnnie Walker Gold Label Reserve e o Johnnie Walker Platinum Label, lançados primeiramente na Ásia e agora no Brasil, França, Itália, Espanha, Alemanha e Estados Unidos.

O Gold Label Reserve é diferente do Johnnie Walker Gold Label, que foi produzido em 1920 para a comemoração de 100 anos da destilaria.

Pesquisando sobre o lançamento, encontrei algumas características que define bem as bebidas.


O Gold Label Reserve apresenta equilíbrio entre o sabor de frutas doces e notas de mel, um pouco de madeira e toques defumados. É ousado, podendo fazer parte de drinks, coquitéis e até mesmo ser servido em copo longo com gelo e laranja.

Já o Platinum Label foi elaborado a partir da tradição da família em criar private blends; traz notas de frutas, cereais e amêndoas. É um blend luxuoso, para ser apreciado puro ou com pouco gelo.

O marketing da DIAGEO garante que até o começo de setembro os novos rótulos estarão disponíveis em São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Curitiba, Goiânia, Brasília e Recife, os maiores mercados da marca Johnnie Walker no país.

Ainda segundo os representantes, o Johnnie Walker Gold Label custará cerca de R$ 170,00 e o Johnnie Walker Platinum Label, aproximadamente R$ 330,00.

Agora é só esperar!

Imagem coletada na internet

Aromático e Elegante!

Amantes de um bom vinho ainda possuem alguma resistência quando a degustação se trata de um vinho branco e isso não ocorre apenas no Brasil. Mas aí vai uma dica!

Posso dizer que existem brancos encantadores da casta Viognier. Vale à pena experimentar e ampliar seu leque de opções.

Viogner é uma casta de origem francesa e pouco difundida, apresenta bons vinhos secos, finos e elegantes. Os aromas remetem a frutas como damasco e pêssego e a flores. Geralmente não possuem toques de madeira. Devem ser degustados ainda jovens e são ótimos para acompanhar entradas leves, frutos do mar, peixes, carne de porco e quiches.

A produção de Viogner não se dá apenas na região de Côtes Du Rhône (França) ela foi difundida na Austrália, Portugal, Argentina, Chile e em pequena escala no Uruguai.

Esta uva andou um pouco esquecida pelos franceses, pois, diziam que estava fora de moda. Depois que os chilenos do Vale do Colchagua começaram a apresentar boas safras despertaram nos franceses um pouco de ciúmes… O velho mundo voltou a dar atenção ao Viogner!

Ah! Tem mais um destaque relacionado a esta uva. Quem vem acompanhando as minhas postagens vai se lembrar… Sabe o premiado Tannat uruguaio, reserva 2007 produzido pela Alto de La Ballena? Pois é, ele foi produzido com 85% de uvas Tannat e 15% de Viognier. O efeito do Viognier sobre o Tannat tornou o vinho mais amável, agradável e fácil de beber.

Alto de la Ballena e o Tannat

A uva mais conhecida do Uruguai é a tannat. Esta variedade, de origem francesa, é cultivada em 30% dos vinhedos do Uruguai. Um bom tannat é estruturado e balanceado, sua cor vermelho escura é intensa, brilhante e apresenta tons violetas. Seu aroma é frutado.

Alguns estudiosos afirmam que o tannat uruguaio é o vinho de maior poder antioxidante do mundo devido à sua composição fenólica. Os polifenóis inibem a oxidação das lipoproteínas de baixa densidade, isto é, o colesterol ruim.

Como meu marido e eu e nossos amigos César e Alessandra apreciamos um bom vinho, durante a nossa viagem ao Uruguai, visitamos um vinhedo nas proximidades de Punta del Leste.

Fizemos um rápido giro pela cidade e seguimos para a região montanhosa de La Ballena (tem este nome porque o formato da montanha lembra o de uma baleia) onde nos deparamos com um vinhedo jovem que é administrado por um casal de uruguaios chamado, Alto de La Ballena.

O lugar é incrível, a paisagem singular. Andamos no meio das plantações e recebemos informações sobre o cultivo, colheita e produção de vinhos. Tudo estava muito bom, mas, a melhor parte foi a da degustação de vinhos e queijos. Paula, a proprietária do vinhedo, nos apresentou o seu premiado tannat. Foi uma grata surpresa já que não esperávamos tanto de um tannat.

O lugar agradou e o vinho mais ainda. É lógico que voltamos para casa com algumas garrafas. O mais legal disso tudo foi ver, depois de alguns dias, uma reportagem na revista “Prazeres da Mesa”, elogiando o tannat do vinhedo Alto de La Ballena!

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Cerveja + Queijo + Chocolate

Harmonizações de cerveja com queijo e chocolate.

Parece um fato improvável, mas dá para harmonizar cerveja com os queijos da entrada e até com o chocolate da sobremesa.

No caso da cerveja, na maioria das vezes a harmonização com queijos se dá pela semelhança e não por contraste. Sabores comuns em ambos facilitam a combinação, o sabor adocicado de alguns queijos casam muito bem com o açúcar do malte da cerveja, por exemplo. Cervejas de sabor potente como a “Baden Baden Red Ale” faz par com queijos fortes de mofo.

Na hora da sobremesa, principalmente se for a base chocolate, para a perfeita harmonização escolha as cervejas com aromas de café e chocolate. Eles podem substituir com elegância o tradicional Vinho do Porto. Vale arriscar e contrapor a doçura do chocolate com o amargor e a acidez da cerveja.

Se você gostar me conte!

ICEWINE – Canadá

“Icewine ou Ice Wine, é um raro presente do mágico inverno canadense. Colhidas no momento mais frio de uma noite de inverno, cada uva congelada gera somente uma gota de Icewine. Uma rica e luxuosa gota.”

Esta é a melhor explicação que encontrei sobre o vinho que acabei de ganhar do Felipe, meu irmão. Durante a minha pesquisa descobri que o Icewine é um ícone no Canadá, que a sua produção requer uma quantidade de uvas 10 vezes maior do que de um outro vinho seco, por isso, é um vinho relativamente caro.

A produção no Canadá segue normas restritas, o que levou o país ser líder de mercado. Os maiores importadores desta iguaria até 2001 eram a China e o Japão, após esta data o Canadá introduziu seu vinho na Europa e EUA, aumentando assim seu mercado.

As regiões produtoras são bem delimitadas: península do Niagara, ilha de Pelee e lago do Erie (North Shore). Durante a colheita*, as uvas devem estar naturalmente congeladas, refrigeração artificial é proibida (exceto no tanque de resfriamento e na estabilização a frio que antecede o engarrafamento). O processamento deve ser realizado com as uvas ainda congeladas. O álcool é obtido exclusivamente a partir da fermentação das uvas e o açúcar residual final não deve ser menor que 100g/l e nem maior que 125g/l. A temperatura ideal para a degustação é entre 10 e 12oC e pode ser servido em tacinhas de aperitivo.

O Icewine não foi inventado pelos canadenses, mas eles o produzem com perfeição!

*Variedades utilizadas na produção: Riesling Seyval Blanc, Vidal Blanc. Além do Cabernet Franc, que produz um Icewine Rosé

Vinhos e Cia

Quem não gosta de um bom vinho no fim de um dia cansativo ou em momentos festivos e até mesmo para acompanhar um belo jantar a dois, com os amigos ou em família?

Este é o espaço onde você vai encontrar dicas sobre vinhos e outras bebidas.

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